Príncipes e princesas

EM: 4 de dezembro de 2016

Estamos na era dos príncipes e das princesas. Crianças estão sendo tratadas com tantos elogios, carinhos e concessões que se sentem o centro do mundo e nós, adultos, à margem.

À mesa, são servidas antes. No elevador, entram correndo antes que os adultos, antes inclusive, do vizinho que chegou primeiro. Em público choram até conseguir o que querem. No restaurante, escolhem o que vão comer, incluindo uma quantidade que não dão conta.  Estão sendo criadas como herdeiras do trono de reis e rainhas já destituídos.

E isso não é bom.

Crianças precisam ser frustradas, criticadas, dar a vez, pedir licença, dizer por favor, agradecer, desculpar-se, e todos os outros sinais de “bons modos” –  como diriam nossas mamães e vovós. Obviamente, não criticadas em público, precisam ter muito mais experiências de sucesso que de fracasso, corrigidas com carinho e ensinadas com persistência nas “palavrinhas mágicas”. Tirá-las do lugar da nobreza inatingível e colocá-las na estrada em que se anda com as sandálias da humildade. Assim, quando a maturidade vier, serão pessoas gentis, educadas e cientes do seu lugar no mundo. Nem mais, nem menos.

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