Presente mole

EM: 11 de dezembro de 2016

Presente mole

 

Quando eu era criança, detestava receber presentes moles. Eram calças, camisetas, bermudas, meias… essas coisas. Preferia presentes duros, como carrinhos, bolas, jogos de tabuleiro… E como era gostoso abrir um pacote que tivesse uma caixa. Antes mesmo de abrir, já sentia o peso, chacoalhava para tentar adivinhar o que havia dentro.

Hoje já passei da fase dos brinquedos duros. Adoro receber presentes de todos os tipos: moles, duros, ou mesmo aqueles que não pesam absolutamente nada, como telefonemas, visitas, declarações de amor ou simplesmente, quando estou palestrando, sorrisos da plateia. Os presentes mudam de significado e de valor. Deixam de ser classificados como caros ou baratos e passam a ser sentidos como “tocam o coração” ou não.

Ensine seu filho a ver os presentes com outros olhos. fale do valor que cada um tem (não do preço), pois uma vovozinha que gastou quase um terço de sua pensão para comprar um presente para o netinho tem um valor altíssimo perto daquele que o tio rico comprou sem nem prestar atenção e que deve ter custado meio por cento do salário dele. Claro que você não vai falar do tio, mas evidencie o sacrifício da vovó, para que seu filho aprenda a ver além do objeto e enxergue o coração. Mesmo que o presente que a vovó tenha comprado seja um presente mole.

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