Gritarias no avião

EM: 22 de janeiro de 2017

Crianças adoram gritar, correr e pular. Não há nada de errado nisso. Mas gritar incessantemente pedindo balinhas para a aeromoça pode até parecer engraçadinho na primeira ou segunda vez, mas lá pela quadragésima quinta vez os passageiros estavam dispostos a jogar a mãe pela janela (ou o pai se estivesse presente também) e junto com ela a doce menininha. (Aos leitores inflexíveis: calma, estou usando ironia).

A filhota mandava na mãe. Dizia como colocar o cinto, como apertá-lo, como ligar a TV, mudar de canal… Chamou a aeromoça tantas vezes que ninguém mais comparecia. E todo esse escarcéu era realizado do alto dos seus quatro anos de idade com um volume de voz que competia com as turbinas.

Autoridade e afeto é a única forma de educar uma criança de forma correta. A falta de autoridade abre espaço para uma série de comportamentos equivocados, chatos, irritantes e altamente desgastantes para os pais e para todos que entram em contato com a criança, como as pobres professoras, garçons, aeromoças e nós passageiros do avião.

Tivemos apenas uma hora de inferno, mas não recebemos nenhum tipo de desconto na passagem aérea por ter passado por isso. Pais, não abdiquem de sua autoridade. Nem do afeto. Amar também é colocar limites.

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