Crianças soltas pela calçada estão em perigo constante

EM: 11 de junho de 2017

Ao dirigir para casa depois de uma reunião na editora, no bairro onde moro, avistei duas crianças muito pequenas andando distraídas pela calçada ao lado de duas mulheres que conversavam tão animadamente que nem sequer olhavam para o lado. As menininhas do lado externo da calçada e as adultas, protegidas ao lado do muro.

Diminuí drasticamente a velocidade e fui trafegando tão lentamente que se uma delas repentinamente atravessasse a rua eu poderia frear a tempo. Meu instinto estava correto. A menor deu um salto para fora da calçada evitando algum cocô de cachorro. Parei o carro e olhei para as senhoras com aquela espécie de olhar que fulmina e envia recados. Abri o vidro e só disse ironicamente: “Parabéns”. Só ouvi de longe um “estúpido”. As broncas que as duas mulheres deveriam ter recebido foram transferidas para as crianças que devem ter ouvido uma ladainha sobre os perigos de ir para a rua sem olhar. As últimas pesquisas do IBGE apontam que aproximadamente oito mil crianças (de 1 a 14 anos) foram atropeladas no Brasil somente no ano de 2010 (pesquisa mais recente). É muito.

Além desses dados alarmantes, sabemos que crianças até dez anos de idade em média não conseguem avaliar corretamente a velocidade de um carro que se aproxima e arriscam suas vidas ao atravessarem a rua. Os pais dessas crianças justificam dizendo que elas já são bem educadas e cuidadosas, mas esquecem que o cérebro delas ainda não está maduro o suficiente para avaliar tempo, velocidade e distância de uma só vez.

Crianças devem ser protegidas delas mesmas. Na calçada, sempre do lado interno e, se forem muito novas, somente de mãos dadas com um adulto. Cuidados que protegem. Não é superproteção, é proteção.

Esta foi a cena 6. Cada domingo veremos uma cena em que um princípio de educação de crianças é evidenciado. São situações reais que anoto em um arquivo especial em meu celular e que podem servir de disparadores de reflexões importantes para ajudar os pais na difícil e linda tarefa de criar filhos com sabedoria. Boa leitura e boas reflexões!

 

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