Como ajudar seu filho a ter uma autoestima saudável

EM: 11 de julho de 2016

Como ajudar seu filho a ter uma autoestima saudável

Perguntei a uma menina de 6 anos de idade se ela gostava de si mesma e se as outras pessoas gostavam dela. Sua resposta foi surpreendente, ela disse que sim, pois gostava dela mesma por ser bonita, e que as outras pessoas gostavam dela por ser bonita e magrinha. Num primeiro momento pode-se achar que a autoestima dessa menina está legal, pois ela gosta de si e percebe os outros gostando dela. No entanto, as razões que justificaram suas respostas são assustadoras. Com seis anos de idade ela já está preocupada com a beleza e com o fato de ser magra. Para ela, pessoas de valor são pessoas bonitas e magras. Quanto preconceito! E isso numa menina de seis anos de idade!

Ela, como outras, já é vítima dos contra-valores que lhes são transmitidos diariamente pela mídia.

Temos que, como pais, apresentar os valores. Não adianta apenas combater o que está errado, precisamos ensinar o certo.

É claro que podemos falar de moda, estética, beleza e outros fatores relacionados com a aparência, apenas estamos mostrando que não devem ser esses valores a dirigir nossas vidas, mas os essenciais.

Para um melhor resultado na construção de uma autoestima saudável nas crianças, é necessário que você, mãe e pai também tenham uma boa autoestima. Você precisa gostar de si, investir tempo, dedicar-se a coisas que gosta. Valorizar-se. Um pai, por exemplo, pode dizer à esposa: “querida, vou jogar bola sábado à tarde”, sem peso na consciência e sabendo que está investindo em sua saúde mental, além da física.

E a mãe: “querido, vou sair com minha amiga, sexta à noite. Ainda não sabemos aonde vamos, mas vamos nos divertir”.

Esses pequenos exemplos são apenas para evidenciar algo que não é fácil fazer, principalmente para nós pais acostumados a nos entregar de corpo e alma no trabalho e na criação dos filhos, deixando de lado a nós mesmos.

Um pai, ou mãe, de bem com a vida, contagia positivamente seu filho e toca seu coração para que aprenda, se desenvolva e assuma os fracassos e as vitórias em sua caminhada como ser humano realizado e feliz.

Não é fácil investir na autoestima, pois a mídia e o consumismo enviam diariamente mensagens contrárias. Uma mulher bonita é chamada de “modelo”. Modelo do que? Se há modelo, tem que haver cópias? As mulheres olham para a “modelo” e se percebem diferentes dela. Sentem um vazio interior e pensam em preenchê-lo com objetos, marcas, status. O consumismo sai ganhando, a autoestima, não.

E nossos filhos? Que mensagens recebem? Pesquisas têm mostrado que a criança brasileira é a que mais assiste TV no mundo, ou seja, é a que mais está exposta a contra-valores. Nosso trabalho para ajudá-los a construir autoestima saudável é ainda maior. O primeiro passo é desmascarar o que a TV mostra. E dizer aos nossos filhos que ser honesto, ser responsável, ajudar as pessoas, ser ético e batalhador é muito mais importante que ser magro ou bonito.

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Oh não! Lição de casa

EM: 11 de julho de 2016

Oh nao licao de casa pequena

Para muitas crianças a lição de casa é uma tortura. Para muitos pais, também. Se é assim, por que as escolas insistem em passar tarefas a seus alunos? Não é muita carga em cima dessas crianças tão pequenas? Por que fazer?  Não é melhor que as crianças brinquem, descansem ou se divirtam?

 

Vamos às respostas

A aprendizagem, do ponto de vista neurológico, tem algumas fases bem definidas. A primeira delas é a aula em si, o momento da construção do conhecimento pela criança.  Nessa fase os conceitos são armazenados na memória de curto prazo. A criança pode esquecer tudo em pouco tempo, em poucas horas.

A segunda fase ocorre justamente durante a lição de casa! É nesse momento que o cérebro fortalece as informações na memória de longo prazo, a memória “permanente”. Esse processo só acontece quando o cérebro percebe a necessidade de usar novamente a informação.

Em terceiro lugar vem a fixação, que ocorre durante o sono profundo. Nesse período o cérebro recebe a liberação do hormônio do crescimento, da leptina, do cortisol, etc. Toda essa química ativa a fixação das informações que estão na memória de longo prazo impedindo-as de serem esquecidas. Pelo menos não enquanto forem necessárias.  Essa fixação ocorre, portanto, durante um período do sono de qualidade, do sono restaurador. Dormir bem é importantíssimo. A OMS, Organização Mundial de Saúde, recomenda um período de 10 horas de sono para crianças de até 10 anos de idade.

Se a criança não dorme adequadamente, acaba não tendo todas as horas de que seu corpo necessita. Ela não grava, não fixa, não retém, não memoriza o que anda aprendendo na escola ou no seu dia a dia.

Além disso, se não faz lição ou não revisa o que foi aprendido naquele dia, não haverá nada na memória de longo prazo a ser fixado. E as informações vão se apagando da memória.

 

Por isso, aí vão algumas dicas

Garanta o momento da lição, mas não faça a lição pelo seu filho. Desligue a TV, peça que as outras crianças brinquem em outro espaço, enfim, garanta que o momento da lição seja agradável e realmente aconteça. Essa deve ser a ajuda. É um “crime” fazer a lição pela criança.

Se todos os dias houver o momento da lição, vira hábito e logo não será mais necessário mandar a criança fazê-la.

Não é nada fácil garantir esse espaço e criar o hábito de estudar, mas é fundamental para que a criança possa desenvolver autonomia na aprendizagem. Leve a sério o ciclo da aprendizagem ajudando seu filho a desenvolver hábitos de estudo e a dormir com qualidade. Quem ganha é ele próprio!

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